Era um belo domingo, e Clara, Augusto e Cecília buscavam refresco no conforto do ar-condicionado, enquanto eu, na beira da piscina, me dedicava à arte de escrever. Entre o mar e o som alegre do pop rock, me embrenhei pelas inspirações de Kafka e Guevara, na busca de um diálogo poético entre os dedos e o papel.
Ali, diante da imensidão azul, permiti-me refletir sobre a arte e suas ferramentas, questionando a legitimidade das criações em um mundo repleto de recursos tecnológicos. Afinal, o que seria da arte sem suas pinceladas imperfeitas e suas cores primárias? Um mero reflexo retocado? E me peguei sorrindo com a ideia de que talvez a única arte original, pura e intocável, fossem as pinturas rupestres de bisões na caverna de Lascaux, imunes às modernidades e suas tantas artimanhas.
Augusto, prestes a deixar Belavista, tinha seu manuscrito em mãos, pronto para enviar às editoras. Três caminhos se apresentavam: ter seu livro publicado, ser convidado para escrever para uma revista literária, ou, quem sabe, criar sua própria editora independente. Cecília, por outro lado, à beira da partida para Florinópolis, se debatia entre buscar mais autonomia na agência de design gráfico e explorar novos horizontes.
No limiar de suas escolhas, Augusto e Cecília encaravam o vazio, aquele espaço de incerteza onde residem as possibilidades e os receios. Um labirinto onde cada passo pode conduzir a um destino diverso.
E assim, entre pensamentos e devaneios, finalizei minha crônica, pronto para mergulhar na piscina e levar Cecília ao aeroporto. A vida, afinal, é feita de ciclos, e o tempo, implacável, não espera por ninguém.
Nota: Recorri ao GPT-4 da OpenAI na revisão, lapidando a forma, mantendo a essência.
